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Auto da Saudade

23.01.13
"Uma cidade é um mundo se amarmos um dos seus habitantes" - Lawrence Durrel
Confesso já estar com saudade de Lisboa, mesmo tendo estado apenas três meses a viver em Almada, mas o que eu tenho mesmo vontade é de voltar a percorrer as ruas de Lisboa à noite, sem destino nem pressas. A baixa tem um encanto especial que, para mim, só é possível admirar quando se percorre sem nada definido nem nada em mente, a não ser o prazer de andar por andar.
 
Mas claro que  não é alheio quando o que nos atrai num lugar não seja só o aparzível de admirar um passeio, sim, "Uma cidade é um mundo se amarmos um dos seus habitantes" e tivermos a sensação de que estamos no lugar certo e com a pessoa certa, tudo o resto se desvanesse num sentimento de, talvez, não querer mais nada.
 
Logo eu, tomarense de gema, de claras e até mesmo da casca, porque não? É até incrível, para mim, que dizia que nuca haveria de sair de Tomar, mas Tomar, essa notável villa, que como ela não há igual, que é mística e é de Portugal, infelizmente, parada no tempo. Mas sinceramente, Tomar bem vistas as coisas dista duas horas de comboio de Lisboa, nem é assim tão longe e é assim que desejo viver, de corpo em Lisboa e alma em Tomar.
Bem sei que são só desejos, que a vida é madrasta no que à sina nos reserva, ou não fosse este o fadário nacional, integrarmo-nos à sorte em busca da felicidade e do trabalho, as se o puder fazer, óptimo.
 
Gosto muito da minha cidade, aliás dizer "gosto" é mesmo redutor, eu amo Tomar, não há dúvida nenhuma, mas gosto de rebuliço de Lisboa e, mesmo parecendo louco, é verdade, sinto saudade da rotina, do trajecto que tinha que fazer: Autocarro até Cacilhas; Barco até ao Cais do Sodré; Linha Verde até ao Chiado e Linha Azul até ao Marquês, parece piada, mas sinto falta do Metro, sim aquele em que às vezes nem há ar para respirar onde parece que mal se abram as portas cuspirá as pessoas borda fora.
 
O tempo e o espaço é tão diferente de Tomar, Tomar, durante esse tempo era um extensão de Lisboa, entrava em Santa Apolónia e saía na estação de Tomar, malandro do regional que pára em tudo o que é sítio, mas não importa quando o sapato ainda trás a pedrinha do Terreiro do Paço de Lisboa e a deposita na Praça da República de Tomar, até aprece que é como ir a Cascais, à Amadora, a Loures ou a Odivelas, demora um pouquinho mais, duas horas, o que também nem é nada, porque para muitos dos que andam em buliços da metrópole lisboeta também demoram isso ou até mais. Culpa dos transportes.
 
Agora é diferente, quando vou a Lisboa, com muito menos frequência, faz-me tanta falta o passe, puxa, o bilhete de bordo é caro!!!
Se pudesse faria um passeio matinal pelo Parque das Nações, seguia até Tomar para apanhar a boa tarde solarenga nabantina, voltava a Santa Apolónia para o tão aprazível passeio nocturno pela baixa. Que dia perfeito.

Até lá espero que a crise me deixe "apanhar" um trabalho que me permita mudar de vez para Lisboa, NUNCA ESQUECENDO THOMAR!
 

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