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À trinta e nove anos atrás o país acordava para uma nova realidade, uma realidade não queriam aceitar mas que a vontade de mudança de toda uma nação, que vendo tal movimento em curso, logo lhe deu total apoio saindo à rua e perpetuando no tempo o cravo que lhe deu côr.

 

À trinta e nove anos o cinzentismo de quatro décadas que tão mal fizeram ao país caiam dando lugar ao radiante Sol da Liberdade.

  

Porém, muito do salazarismo perdura hoje camuflado, atente-se na censura, hoje não temos o lápiz azul mas temos a precarização, os recibos verdes e todas as restantes formas de amordaçar quem do seu trabalho depende, a cesura social perdura e chaga-nos de todos os lados, dos ataques do Governo, do embuste financeiro, dos lobbys da comunicação social, etc.

 

O povo sente a liberdade, mas paradoxalmente, essa mesma liberdade trouxe a sua clausura ditada pela relação de poder desigual entre pequenos e grandes o qual não será certamente alheio às actuações de diferentes governos, socialistas, sociais-democratas, centristas ou das suas múltiplas e diversas coligações, sempre centradas nos interesses dessas três forças políticas. O 25 de Abril, dessa forma, não terminou, antes pelo contrário, regrediu.

 

Hoje assistimos ao descrédito da classe política, desacreditada na sua acção por todos aqueles que se serviram do Estado quando deveriam ter servido o Estado.

 

Ainda assim, muito há para comemorar no 25 de Abril, a Liberdade, a Democracia, o Direito à Greve, o Salário Mínimo, o Estado Social, a Educação Gratuita e Universal e todo um sem fim de conquistas que Abril nos trouxe mesmo que, hoje, se esteja a colocar em causa grande parte desses direitos.

 

Porém, o 25 de Abril está de luto, o Dia da Liberdade está ensombrado pela agressão à nossa independência e soberania, está ensombrado pelo desemprego, por milhares de Portugueses que passam fome, estudantes que não conseguem pagar as suas propinas, cidadãos saqueados nos seus rendimentos, pessoas afastadas dos cuidados de saúde e idosos ao abandono. Está ensombrado por todo um país que não foi o que Abril implementou.

 

Vivemos então numa liberdade manietada e é por isso que, hoje mais do que nunca, é necessário lutar por Abril, sair à rua num clamor geral por um Portugal mais justo, mais equitativo e mais humano, uma sociedade livre dos egoísmos e egocentrismos que a minam e corroem e onde a cooperação seja o motor do desenvolvimento.

 

Cada um de nós deve se comprometer em espalhar esta aurora nova que é Reavivar Abril, levando a mensagem aos sues familiares e amigos que por sua vez a espalharão por toda a nação, remando contra a maré dos poderes instalados tal como o fizeram os militares de Abril com convicção e coerência, ultrapassaremos as muralhas dos grandes grupos económicos e financeiros, dos Media ao seus serviço e da legislação que foi sendo produzida para travar a chama reformista genuinamente popular.

 

Termino citando a Maria da Fonte:

 

"Avante Portugueses pela Santa Liberdade triunfar ou perecer"

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